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Notícias sobre casos policiais no Piauí

Delegado detalha como grupo criminoso agia em golpes de estelionato pela internet

Investigação começou após denúncia de idoso em Ribeiro Gonçalves e mirou família baseada em Cuiabá

A Polícia Civil do Piauí, com apoio operacional da Polícia Civil do Mato Grosso e suporte técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou nesta quarta-feira (08/07) a Operação Falso Elo, que teve como alvo uma organização criminosa especializada em aplicar golpes de estelionato pela internet. A ação começou a partir de uma denúncia registrada por um morador de Ribeiro Gonçalves, no Piauí, que foi vítima de fraude durante a negociação de um veículo pela internet, e resultou no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Barra do Garças, ambas no Mato Grosso, onde o grupo mantinha sua base operacional.

O delegado Marcos Halan, responsável pela Delegacia de Polícia de Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, explicou que a operação foi estruturada para desarticular uma célula criminosa formada por integrantes de uma mesma família. "Hoje, dia 8 de julho de 2026, com o apoio da Polícia Civil do Mato Grosso, deflagramos a Operação Falso Elo. A operação teve como objetivo cumprir 13 mandados de busca e apreensão, buscando desarticular um grupo de uma família responsável por aplicar golpes pela internet", afirmou.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí, a organização utilizava o golpe conhecido como "falso intermediário de vendas", por meio do qual os criminosos se inseriam em negociações de veículos anunciados na plataforma OLX e passavam a controlar a comunicação entre comprador e vendedor. Com documentos falsificados e outros artifícios para simular legalidade, o grupo induzia as vítimas a transferir valores diretamente para contas sob seu controle.

O oficial investigador João Paulo Félix, chefe de investigação de Uruçuí, no Piauí, esteve à frente do cumprimento dos mandados no Mato Grosso e classificou a ação como um sucesso para as investigações que seguem sendo conduzidas a partir do Piauí. "A Polícia Civil do Piauí, em parceria com a Polícia Civil do Mato Grosso, deu cumprimento a três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Barra do Garças, onde foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartão de crédito e cartões de crédito, que vão subsidiar novas investigações", disse. Ele acrescentou que o grupo utilizava a plataforma OLX para camuflar vendas de veículos e induzir as vítimas a erro, e reforçou o compromisso da corporação em dar continuidade às ações no estado vizinho: "Reafirmamos nosso compromisso no combate à criminalidade e não vamos parar por aqui. Outras operações serão deflagradas, e em breve estaremos novamente no Mato Grosso."

Já o delegado Mário Roberto Santiago, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, destacou a importância da parceria entre as polícias civis dos dois estados para o enfrentamento de crimes que ultrapassam fronteiras estaduais. "Essa integração entre as polícias civis dos estados é muito importante porque o criminoso hoje em dia ultrapassa essas fronteiras. Esse intercâmbio de informações e apoio em operações é de suma importância, e a Polícia Civil do Mato Grosso está sempre pronta para colaborar com as polícias de outros estados", afirmou.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, os investigados podem responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e falsificação de documentos, com penas que, somadas, podem ultrapassar 22 anos de reclusão para os principais responsáveis. Os aparelhos apreendidos durante a operação serão submetidos a perícia técnica e extração forense de dados, etapa que deve ajudar a identificar novas vítimas e mapear a movimentação financeira do grupo.

A Polícia Civil do Piauí orienta que a população redobre a atenção em negociações feitas pela internet, principalmente na compra e venda de veículos e outros bens de alto valor. Em caso de suspeita de fraude, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade policial e preservar evidências como conversas, comprovantes bancários, links de anúncios e capturas de tela, elementos considerados essenciais para o avanço das investigações.