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Polícia realiza megaoperação contra fraudes após denúncia de morador do Piauí

Grupo criminoso era especializado em falsificação de documentos e fraudes transnacionais
Redação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), prestou apoio técnico à Operação Falso Elo, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí com apoio operacional da Polícia Civil de Mato Grosso. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato por meio eletrônico, falsificação de documentos e fraudes interestaduais e transnacionais.

Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá (MT), onde funcionava a base operacional do grupo criminoso.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Baixa Grande do Ribeiro (PI) e começaram após denúncia registrada por um morador de Ribeiro Gonçalves (PI), vítima de um golpe durante a negociação de um veículo pela internet.

A atuação do Ciberlab contribuiu para a produção e o compartilhamento de inteligência entre as forças de segurança estaduais, bem como para a identificação da estrutura criminosa e o planejamento da operação.

Modus operandi

As investigações apontaram que a organização utilizava o chamado golpe do "falso intermediário de vendas", modalidade em que criminosos manipulam anúncios em plataformas digitais e interceptam a comunicação entre compradores e vendedores. Com técnicas de engenharia social e comprovantes falsificados, induziam as vítimas a realizar transferências bancárias para contas controladas pelo grupo criminoso.

O trabalho de inteligência também indicou que o esquema era liderado por integrantes de uma mesma família estabelecida em Cuiabá, com atuação em diversos estados e no exterior, o que evidencia o caráter transnacional da organização.

Segundo o delegado da Polícia Civil do Piauí responsável pelas investigações, Marcos Halan, a integração entre as instituições contribuiu para a identificação da estrutura do grupo criminoso. "A cooperação técnica e tática entre as instituições permitiu reunir elementos para identificar a estrutura do grupo criminoso, subsidiar o planejamento da operação e dar continuidade às investigações", afirma.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares e equipamentos de informática. Os materiais serão submetidos à perícia técnica e à extração forense de dados para identificar novas vítimas, rastrear a movimentação financeira da organização e aprofundar as investigações.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e falsificação de documentos. Somadas, as penas máximas previstas para os principais responsáveis podem ultrapassar 22 anos de reclusão.

Orientação à população

O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta a população a redobrar a atenção em negociações realizadas pela internet, especialmente na compra e venda de veículos e de outros bens de alto valor.

Em caso de suspeita de fraude, a recomendação é procurar a Polícia Civil e preservar evidências digitais, como conversas, comprovantes bancários, links de anúncios e capturas de tela. Esses registros podem contribuir para a investigação e a responsabilização dos envolvidos.