Irmão que matou advogada no Piauí segue foragido um ano depois de crime brutal
Disputa por herança motivou assassinato premeditado em PaulistanaUm ano se passou desde o assassinato da advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, de 53 anos, morta a tiros pelo próprio irmão na zona rural de Paulistana, no Sul do Piauí. O crime, ocorrido em 3 de março de 2025, teve como pano de fundo uma disputa familiar pela partilha de terras herdadas. O executor, Adelaido Gomes Celestino, segue foragido até hoje, mesmo com prisão preventiva decretada pela Justiça.
Valdenice atuava como inventariante no processo de partilha das terras da família, papel que os irmãos não aceitavam. Testemunhas relataram que ela sofria ameaças constantes de Narciso e Adelaido. Áudios e mensagens registrando as intimidações foram entregues à polícia pelos familiares. Nos dias anteriores ao crime, Adelaido foi visto rondando a propriedade da irmã, o que as investigações apontam como premeditação.
No dia 3 de março de 2025, Valdenice foi à zona rural do município consertar uma cerca que Adelaido danificava com frequência. Estava acompanhada da irmã Francisca e de um neto. Adelaido surgiu armado e disparou cerca de dez tiros contra ela. Ainda caída, Valdenice implorou pela vida de Francisca. Foi nesse momento que o irmão efetuou o disparo final. A irmã conseguiu fugir. Adelaido também fugiu logo depois.
No dia seguinte, a justiça decretou a prisão preventiva de Adelaido e a Delegacia de Paulistana divulgou cartaz de procurado com sua imagem. Mesmo assim, ele não foi localizado.
Em junho de 2025, outros dois envolvidos foram presos. Narciso Gomes Celestino, apontado como mandante e instigador do crime, e Gabriel da Silva Celestino, filho de Adelaido que teria auxiliado na fuga do pai. A Polícia Civil passou a investigar também se a arma utilizada no homicídio foi enviada por Narciso de Goiânia.
Em dezembro de 2025, Narciso obteve liberdade provisória, decisão contestada pelo Ministério Público do Piauí. O órgão recorreu argumentando risco à ordem pública, indícios de coação de testemunhas e descumprimento de medidas protetivas.
Em 3 de março de 2026, data em que se completa um ano do feminicídio, Adelaido Gomes Celestino segue desaparecido. Apesar das sucessivas diligências da Polícia Civil, nenhuma das buscas resultou em sua localização. Se você tiver informações sobre seu paradeiro, entre em contato com a Polícia Civil do Piauí.
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