Suspeito de vender vídeos íntimos gravados sem vítimas saberem é preso em Teresina
O indivíduo utilizava mecanismos adaptados para filmar clandestinamente relações íntimasUm homem foi preso nesta sexta-feira (29/05), em Teresina, suspeito de gravar e comercializar vídeos íntimos por R$ 75,00 sem autorização das vítimas por meio de aplicativos de mensagens. A prisão ocorreu durante a Operação Lente Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, através do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava mecanismos adaptados para filmar clandestinamente relações íntimas sem que as vítimas percebessem. Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do investigado, os policiais encontraram estruturas improvisadas com capas de celulares acopladas em pastas com pequenos furos, utilizadas para esconder as gravações.
Conforme apurado pelo DRCC, os dispositivos eram preparados especificamente para permitir que a câmera do aparelho registrasse os vídeos de forma discreta, dificultando que as vítimas percebessem a filmagem. As investigações apontam ainda que os conteúdos eram vendidos em aplicativos como Telegram, por meio de perfis e sistemas automatizados conhecidos como “bots”.
Segundo a Polícia Civil, além da divulgação dos vídeos íntimos, o investigado utilizava fotografias recentes retiradas das redes sociais das vítimas para identificá-las junto aos conteúdos, ampliando a exposição e facilitando a circulação do material.
Outro agravante identificado durante as apurações é que algumas vítimas eram menores de idade na época em que os registros foram produzidos, situação que pode configurar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Durante as buscas realizadas no imóvel, os policiais também encontraram uma grande quantidade de garrafas, tampas, lacres e outros materiais relacionados a bebidas alcoólicas. A suspeita é de que o local também possa estar sendo utilizado em um esquema de falsificação de bebidas, hipótese que deverá ser investigada pela Polícia Civil.
As investigações tiveram início após vítimas procurarem o DRCC no último dia 21 de maio para denunciar a divulgação ilegal dos conteúdos. A partir da repercussão do caso, outras mulheres também passaram a procurar a polícia, levantando a suspeita de que existam mais vítimas ainda não identificadas.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido vítimas desse tipo de crime procurem a delegacia especializada e preservem provas digitais, como links, prints e registros das publicações. O caso segue sob investigação.