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Trote sobre falso homicídio mobiliza Rone e Bope no Centro de Teresina

Polícia Militar identifica autor de denúncia falsa e realiza condução à Central de Flagrantes
Redação

A Polícia Militar do Piauí mobilizou equipes especializadas na tarde deste sábado (28/02) após receber, via Copom, a denúncia de um suposto homicídio no Centro de Teresina. Na ligação, o homem afirmava ter matado uma mulher, o que levou a corporação a tratar a ocorrência com máxima prioridade.

De acordo com o coronel Audivan Nunes, comandante da Rone, as forças policiais foram imediatamente deslocadas para o endereço informado. “A PM foi acionada através do Copom sobre o cometimento de um possível homicídio no Centro de Teresina. Deslocamos as nossas forças policiais, com o Batalhão Rone, Bope até o local, constatamos que era uma comunicação falsa, era um trote”, destacou.

Além da Rone, equipes do Bope também participaram da ação. Ao chegarem ao local, os policiais verificaram que não havia qualquer vítima e que a denúncia se tratava de uma falsa comunicação de crime.

Segundo o comandante, o suspeito foi identificado pelo setor de inteligência da PM e conduzido à Central de Flagrantes de Teresina para os procedimentos legais cabíveis.

Trotes ainda existem, mas vêm diminuindo

O tenente-coronel Cláudio Pessoa, coordenador geral do Copom, explicou que os trotes ainda fazem parte da rotina do serviço 190, mas os índices vêm caindo ano após ano, principalmente pela facilidade de identificação dos autores.

Segundo ele, todas as ligações realizadas aos centros de atendimento e despacho são gravadas, identificadas e georreferenciadas. Isso significa que, além de facilitar a identificação posterior, é possível saber o número do telefone e a localização exata da chamada em tempo real.

“Essa tecnologia, aliada à sanção administrativa, civil e criminal previstas na legislação vigente, como por exemplo, na Lei Estadual nº 7.332, tem contribuído para reduzir consideravelmente a incidência desse tipo de prática. Dados do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) mostram que, das 541.445 chamadas recebidas no período de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026, menos de 1% foram classificadas como trotes, ou seja, ligações que não requisitavam atendimento com caráter de urgência ou emergência”, destacou Pessoa.

Providências adotadas

Conforme o coordenador do Copom, após a identificação do telefone, algumas medidas são adotadas, a depender da situação:

1. Quando crianças realizam as ligações utilizando o celular dos pais, é feito o retorno da chamada para explicar as implicações legais da prática ao responsável adulto.

2. Em casos que envolvem pessoas com sinais notórios de perturbação mental, é realizada vistoria no local e o fato é comunicado ao tutor ou responsável, com orientação para que o aparelho não seja disponibilizado para esse tipo de uso.

3. Quando há prática reiterada de trote com fins de escárnio ou jocosos, os usuários identificados podem ser multados em um valor equivalente a R$ 529,50, após devido processo legal.

4. Se configurado o crime de falsa comunicação, a polícia judiciária adota as providências cabíveis, podendo o autor, além da multa, ser condenado à pena de detenção de um a seis meses.

Impactos do trote

O tenente-coronel Cláudio Pessoa ressaltou ainda que aplicar trote contra órgãos que prestam serviços de urgência e emergência gera consequências graves. Entre elas, o atraso no atendimento a quem realmente precisa, já que o deslocamento desnecessário pode deixar outra ocorrência descoberta.

“Há também o congestionamento das linhas, uma vez que chamadas falsas ocupam atendentes e bloqueiam canais de emergência, impedindo que ligações legítimas sejam completadas”, pontua.

Outro ponto destacado é o risco desnecessário a que os agentes são expostos durante o deslocamento para atendimentos inexistentes, aumentando a possibilidade de acidentes de trânsito envolvendo viaturas e civis.