Lei amplia apoio psicológico digital a mães e cuidadores de crianças atípicas

Programa no Piauí usa tecnologia para garantir atendimento em saúde mental aos cuidadores
Redação

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí deu mais um passo na aplicação da lei estadual nº 8.827/2025, que cria o Programa de Apoio Psicológico Digital voltado a mães e cuidadores de crianças e pessoas atípicas. A iniciativa integra o Piauí Saúde Digital e tem como foco ampliar o acesso à saúde mental por meio do uso da tecnologia.

O andamento do programa foi discutido durante uma reunião técnica com gestores da área da saúde, que trataram da execução das ações e da finalização de uma nota técnica. O documento irá detalhar todo o fluxo de atendimento psicológico e psiquiátrico destinado aos cuidadores de pacientes com neurodivergências.

Segundo o superintendente de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Rafael Alencar, o atendimento começará pela atenção primária. As Unidades Básicas de Saúde serão responsáveis pelo cadastro presencial dos cuidadores, seguido de avaliação clínica e, quando indicado, encaminhamento para acompanhamento psicológico de forma remota, garantindo a continuidade do cuidado.

Já o diretor da Unidade de Saúde Digital, Gabriel Mauriz, destacou que a tecnologia será fundamental para tornar o serviço mais acessível. De acordo com ele, a utilização do Piauí Saúde Digital permitirá superar distâncias geográficas e levar acompanhamento especializado a municípios que têm menor oferta de serviços na área da saúde mental.

O programa contempla mães e cuidadores de pessoas com autismo, TDAH, síndromes genéticas raras, deficiências intelectuais ou físicas, além de outras condições que exigem acompanhamento contínuo. A nota técnica será apresentada aos municípios e ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Piauí, consolidando a estratégia de apoio psicológico remoto e fortalecendo a rede de cuidado em todo o estado.

Leia também