Segurança pública no Piauí: quando o resultado começa a ser sentido no cotidiano

Advogado, Conselheiro Seccional da OAB-PI e Presidente da Comissão de Defesa dos Municípios da OAB-P
Redação

Nos últimos anos, a segurança pública no Piauí passou a ocupar um espaço central no debate público — não apenas pelos indicadores oficiais, mas sobretudo pela forma como a população percebe a presença do Estado no dia a dia. Mais do que estatísticas, segurança é sensação: é a tranquilidade de circular, trabalhar, manter o comércio aberto e viver a cidade sem medo.

Nesse contexto, a divulgação recente de dados sobre a redução de homicídios no litoral piauiense, feita pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, sinaliza algo que vai além de um recorte temporal: revela a consolidação de uma estratégia de médio prazo, baseada em integração, inteligência e continuidade das ações.

Desde 2023, sob a condução do secretário Chico Lucas e com apoio direto do governador Rafael Fonteles, o Piauí vem adotando um modelo de segurança pública que combina presença qualificada, tecnologia, coordenação entre forças e reorganização institucional. Trata-se de uma mudança silenciosa, porém consistente, que começa a ser percebida pela população.

Presença que se vê, segurança que se sente

Um dos principais avanços da atual política de segurança está na forma como o Estado voltou a ocupar o território de maneira organizada e previsível. A intensificação de ações integradas, especialmente em regiões estratégicas como o litoral, tem efeito direto sobre a sensação de segurança. Quando o cidadão percebe patrulhamento regular, resposta mais rápida e fiscalização efetiva, o medo recua — mesmo antes de qualquer discussão sobre números.

Esse efeito é ainda mais perceptível no comércio e nos espaços de maior circulação, onde a segurança não é apenas uma pauta criminal, mas um fator econômico e social.

Inteligência e tecnologia como aliadas

Outro eixo relevante tem sido o investimento em tecnologia e inteligência. A implantação de sistemas de videomonitoramento integrados e centros de comando e controle representa um salto qualitativo na capacidade do Estado de prevenir, acompanhar e responder a ocorrências.

Mais do que equipamentos, esse avanço sinaliza profissionalização da gestão da segurança pública. Um Estado que enxerga melhor, decide melhor — e transmite confiança à população.

Enfrentamento ao crime organizado com método

O fortalecimento de unidades especializadas no combate às organizações criminosas, aliado à integração com outras forças e instituições, demonstra uma abordagem menos reativa e mais estratégica. O foco deixou de ser apenas a resposta imediata e passou a incluir inteligência, investigação qualificada e continuidade operacional.

Essa mudança é fundamental para enfrentar fenômenos complexos como facções criminosas e violência letal, que não se resolvem com ações pontuais.

Continuidade institucional como política pública

Talvez o aspecto mais relevante da atual gestão seja a continuidade. Segurança pública não se constrói em ciclos curtos. Exige planejamento, recomposição de efetivo, capacitação, investimento e, sobretudo, coerência entre discurso e prática.

A criação de programas estruturantes, como o Pacto pela Ordem, reforça essa lógica: integrar esforços, alinhar instituições e manter a política pública acima de disputas episódicas.

Sensação de segurança: o verdadeiro termômetro

Quando o cidadão passa a sentir que o Estado está presente — e que essa presença não é ocasional — a confiança se restabelece. A rua volta a ser ocupada, o comércio respira, a cidade funciona. É nesse ponto que a política pública cumpre sua finalidade constitucional.

Ainda há desafios, como em qualquer estado brasileiro. Mas é inegável que o Piauí vive um momento de amadurecimento institucional na segurança pública, com resultados que começam a ser sentidos na rotina das pessoas.

Segurança não é apenas reduzir crimes. É permitir que a vida aconteça com menos medo. E é nessa direção que as ações conduzidas pelo secretário Chico Lucas, com o respaldo do governador Rafael Fonteles, têm apontado.

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