Após desistência de Iasmin, Rosário ganha força para suplência de Júlio César
Filha de Wellington Dias, fez o anúncio da desistência em suas redes sociais nesta segunda
A desistência de Iasmin Dias da disputa pela suplência na chapa do pré-candidato ao Senado Júlio César Lima, anunciada por ela própria nesta segunda-feira (22), produziu um efeito imediato nos bastidores da política piauiense. A decisão abriu espaço para a consolidação de um nome que já vinha sendo defendido por diferentes setores do PT: a ex-vereadora Rosário Bezerra.
A movimentação ocorre em um momento em que o partido busca equilibrar interesses internos sem gerar novos desgastes na construção da chapa majoritária de 2026. Nesse cenário, Rosário aparece como uma alternativa capaz de reunir consenso entre correntes historicamente distintas da legenda.
Nos bastidores petistas, chama atenção o fato de que tanto lideranças identificadas com a militância mais tradicional do partido quanto integrantes da chamada nova geração da sigla têm convergido em torno da mesma tese: a suplência deve ser ocupada por uma mulher. Entre os nomes colocados à mesa, Rosário tem sido apontada como a opção com maior capacidade de unificar o discurso interno.
A saída de Iasmin retira da disputa um nome que carregava peso político por ser filha do ministro Wellington Dias. Ao mesmo tempo, elimina uma possível disputa interna e fortalece a narrativa de construção coletiva defendida por setores do partido. Não por acaso, a própria Iasmin sinalizou sintonia com esse entendimento ao defender maior participação feminina nos espaços de poder.
A avaliação de dirigentes petistas é que a discussão deixou de ser apenas sobre a ocupação de uma vaga e passou a envolver uma mensagem política. Em um ambiente onde a representatividade feminina tem ganhado centralidade nos debates internos, a escolha de uma mulher para compor a chapa é vista como um gesto de coerência com o discurso adotado pela legenda nos últimos anos.
Nesse contexto, Rosário Bezerra passa a reunir fatores que a colocam em posição privilegiada. Além da trajetória partidária e da identificação histórica com o PT, ela conta com a simpatia de grupos que defendem renovação sem ruptura, característica considerada importante para evitar atritos em uma composição que ainda depende de negociações entre os partidos da base governista.
Embora a decisão final esteja longe de ser oficializada, o sentimento predominante entre interlocutores da base é que a desistência de Iasmin alterou significativamente o cenário da disputa. Hoje, entre os nomes que circulam nas conversas reservadas do partido, Rosário Bezerra aparece como a opção mais fortalecida e com maior viabilidade política para ocupar a suplência de Júlio César para o Senado.