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Amado Batista é condenado após morte de criança em piscina de fazenda

Justiça determinou indenização de mais de R$ 450 mil à família
Redação

O cantor Amado Batista foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização superior a R$ 450 mil aos pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada na piscina de uma fazenda de sua propriedade, localizada em Goianápolis, no estado de Goiás. A família da vítima morava e trabalhava no local como caseira no momento do acidente, registrado em maio de 2022.

De acordo com a decisão judicial, a área onde ocorreu a tragédia não contava com estruturas básicas de proteção, fator apontado como determinante para o afogamento. A criança desapareceu enquanto brincava pela propriedade e foi encontrada desacordada pela mãe poucos minutos depois.

Na sentença, o juiz Leonardo de Camargos Martins determinou o pagamento de R$ 226.940 para cada um dos pais, além de estabelecer uma pensão mensal. O benefício deverá começar a ser pago a partir da data em que a criança completaria 14 anos, permanecendo até os 25 anos e sendo reduzido gradualmente depois desse período.

O magistrado destacou que a ausência de medidas preventivas na piscina criou um risco previsível, que poderia ter sido evitado com providências simples, como barreiras de segurança. Segundo a decisão, ao permitir que uma família com crianças pequenas residisse no imóvel, o proprietário também assume responsabilidade sobre a segurança do ambiente.

Apesar da condenação, a Justiça reconheceu responsabilidade compartilhada no caso, considerando que os pais também tinham o dever de supervisionar a criança no momento do acidente. A família afirmou ainda que já havia solicitado proteção na piscina antes da tragédia, mas o pedido não teria sido atendido.

A defesa do cantor sustentou que houve negligência dos pais e contestou a responsabilização exclusiva do proprietário. O caso segue gerando repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre segurança em propriedades privadas e responsabilidade civil em acidentes domésticos.