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Amigo descreve estado de jornalista após agressões em Teresina

Segundo ele, além da violência física, a jornalista relatou ameaças constantes
Redação

Um amigo da jornalista Jordânia Carvalho, que esteve no local após as agressões sofridas por ela no domingo (26/04), em Teresina, relatou ao Conecta Piauí o estado em que encontrou a vítima e os momentos que presenciou após o crime. “Quando eu cheguei lá, ela estava visivelmente abalada, não conseguia conversar direito, ficava repetindo a história do que tinha acontecido. Ela disse que o final de semana pra ela foi um pesadelo”, afirmou.

Segundo ele, além da violência física, a jornalista relatou ameaças constantes ao longo do fim de semana. “Ela disse que ele ameaçava ela e a filha, dizendo que ia matar uma e depois a outra, tudo com a arma apontada pra cabeça dela”, contou.

O amigo também descreveu a movimentação no local. “Tinham muitos policiais, eu não sabia que numa ocorrência assim teria tanta gente. Durante o tempo que eu fiquei lá, passaram facilmente uns dez policiais”, disse. Ele destacou ainda a presença de policiais femininas. “Uma ficou acompanhando ela o tempo todo, mas a outra, quando chegou, a Jordânia disse que era amiga do agressor e preferiu não falar com ela, porque estava com medo das palavras serem distorcidas”, relatou.

Ele afirmou que permaneceu ao lado da jornalista enquanto ela aguardava os encaminhamentos. “Eu fiquei lá com ela no corredor, ela estava no chão, muito abalada, e praticamente só eu com ela naquele momento”, disse.

Sobre o estado físico da vítima, o amigo relatou dificuldades de locomoção. “Ela estava muito machucada, principalmente o pé. Quando foram levar ela, ela não conseguia descer a escada. Eu tive que ajudar, carregando ela em alguns degraus, porque ela sentia muita dor”, afirmou.

Ele também acompanhou a jornalista até a Casa da Mulher Brasileira. “Ela pediu pra eu ir junto na viatura porque não queria ir sozinha com os policiais. Eu fui com ela até lá, mas quando chegamos não pude entrar, só registrei meu nome e fiquei do lado de fora”, contou.

O relato também traz informações sobre situações anteriores. “Ela disse que não era a primeira vez, que já tinha acontecido outras agressões. Que familiares dele já tinham visto ela correndo na rua e ele puxando ela de volta pra casa, e não fizeram nada”, afirmou.

Segundo o amigo, a jornalista também mencionou uma possível combinação de versões. “Ela disse que ele chegou a ligar pra um dos irmãos pra combinar a história que iam contar quando os outros policiais chegassem”, concluiu.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades competentes.

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