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Greve na UFPI chega ao fim com datas de retorno definidas; confira o cronograma

A decisão foi tomada na tarde de hoje durante assembleia ocorrida em todos os campi

Os professores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) encerraram nesta quinta-feira (27/06) a greve em todos os campi da instituição. A decisão foi tomada na tarde de hoje durante assembleia ocorrida em todos os campi (Teresina, Picos, Floriano e Bom Jesus) com a categoria docente.

Foto: DivulgaçãoGreve na UFPI chega ao fim com datas de retorno definidas
Greve na UFPI chega ao fim com datas de retorno definidas

O retorno das aulas está programado da seguinte forma: Teresina e Picos para o dia 03/07 e em Floriano e Bom Jesus para o dia 01/07. O retorno com datas diferentes está relacionado às especificidades de cada campus.

Por meio de nota, a ADUFPI informou que vai solicitar uma reunião junto à reitoria, pró-reitoria de graduação e pós-graduação para tratar da questão do calendário acadêmico com urgência, levando em consideração as especificidades dos campi fora de sede, em Teresina.

Calendário Acadêmico

O Calendário Acadêmico da UFPI não foi suspenso, permitindo que alguns professores pudessem continuar dando aulas ou não. Em entrevista ao Conecta Piauí, a presidente da ADUFPI, Escolástica Santos, explicou que o calendário deve passar por mudanças para não afetar os estudantes.

Foto: Pedro Melo/Conecta PiauíPresidente da ADUFPI, Escolástica Santos
Presidente da ADUFPI, Escolástica Santos

"Se o final da greve for deliberado, é necessário que a administração superior faça um ajuste nesse calendário, faça uma prorrogação para que os professores possam repor as suas aulas. É um direito dos estudantes que essas aulas sejam repostas", fala a presidente.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) aceitou a proposta apresentada pelo Governo Federal no dia 14 de junho. Entre as pautas, o reajuste no salário foi o mais crucial. Apesar de não elevar a porcentagem do salário dos professores em 2024, o reajuste linear oferecido até 2026 passou de 9,2% para 12,8%; o reajuste dos steps passou de 4% para 5% até 2026; o valor salarial para ingressantes na carreira docente também foi elevado.

Além disso, foram atendidas outras demandas da categoria:
Recomposição parcial do orçamento das instituições federais;

Conquista de 5600 bolsas permanência para estudantes indígenas e quilombola;
 

Implementação do reajuste de benefícios (auxílio-alimentação, auxílio-saúde suplementar e auxílio-creche);
 

Início da Mesa Setorial Permanente de Negociação do MEC;
 

Elevação do reajuste linear oferecido até 2026 de 9,2% para 12,8%, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026;
 

Elevação de steps de 4,0% para 5,0% até 2026 (com exceção de Adjunto/DI e DIII-I, que passa de 5% para 6% até 2026);
 

Elevação do valor salarial para ingressantes na carreira docente (MS e EBTT);
 

Proposta de revisão da IN nº 66/2022;
 

Revogação da Portaria nº 983/2020;
 

Isonomia entre docentes da carreira EBTT e do Magistério Superior, no que tange ao controle de frequência, com a alteração do decreto nº 1590/1996;
 

Suspensão de recursos judiciais pelo MEC frente à decisão que conferiram o RSC para aposentados(as);

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