Redes sociais podem fortalecer carreira, mas exigem uso consciente
Especialistas orientam sobre exposição profissional e equilíbrio no ambiente digitalAs redes digitais fazem parte da rotina da maior parte da população. Seja para fins pessoais, empresariais ou profissionais, a verdade é que essas tecnologias se incorporaram ao modo de vida atual e causam diversos impactos. O equilíbrio na utilização dessas ferramentas é o diferencial, inclusive para graduandos, recém-formados ou profissionais com atuação no mercado que usam esses ambientes virtuais para compartilhar conteúdos, conquistar clientes, influenciar pessoas ou como vitrine para a própria carreira. Especialistas ressaltam que essas mídias podem ajudar no fortalecimento profissional, ainda que não sejam uma exigência, e, além disso, ressaltam que é preciso moderação para evitar ansiedades e comparações prejudiciais.
O estudante do 5º período de Enfermagem e Embaixador da Wyden, Vinícius Sousa, utiliza as mídias digitais como uma ferramenta de estudo e trabalho. Para ele, esses ambientes são excelentes portas para contatos, compartilhamento de informações e reforço da imagem profissional, desde que utilizados com moderação e no ritmo pessoal de cada um. Atualmente, o discente compartilha seu dia a dia e reflete sobre os ônus e bônus que uma exposição desregulada pode causar até mesmo na carreira. Para ele, o equilíbrio no uso e compreender que nem todo profissional quer ou precisa estar no digital é uma reflexão válida. “Se você quer estar nas redes, comece devagar, fazendo o que consegue. É tentar se desenvolver aos poucos”, observa.
Pensar sobre a presença ou ausência profissional nas mídias digitais é um assunto que chamou a atenção de Vinícius. Ele conta que a ideia surgiu quando “percebi que muitas pessoas fazem da sua vida profissional de vitrine por meio das redes digitais. Isso não é algo errado, pois é uma forma de alcançar novas pessoas, clientes e compartilhar informações. A minha inquietação foi muito no lugar das pessoas que não se identificam com as redes, de sentirem que não precisam estar presentes nesses espaços. Por isso, é um tema que ganha forma: como manter um olhar para as pessoas, profissionais, que não querem estar no digital?”, questiona.
A pergunta não tem uma resposta simples, uma vez que é desafiador encontrar o equilíbrio diante de uma sociedade muito tecnológica e digital. No campo da psicologia, refletir sobre as redes digitais e a exposição profissional tem relevância. A psicóloga do Unifacid Wyden, Bianca Lopes, explica que o uso excessivo e sem critérios dessas mídias pode gerar ansiedade constante pela necessidade de validação. “As curtidas e comentários soam como uma afirmação do sucesso, além da síndrome de comparação ao ver apenas os ‘melhores momentos’ da vida alheia. A pressão por produzir também pode levar à sobrecarga de informações e sensação de nunca estar atualizado, além do estresse por estar sempre ‘conectado e disponível’”, ressalta.
Por outro lado, ela reconhece que, quando usadas com intencionalidade e limites claros, as tecnologias podem ser aliadas da produtividade. “É preciso entendê-las como ferramentas e não como estilo de vida. Definir uma frequência realista, compreendendo sua rotina, e escolher uma rede única que faça mais sentido para sua área, ao contrário de se sobrecarregar em diversos serviços e com um cronograma apertado, é uma forma de equilíbrio. Use o digital como vitrine, não como palco. Tendo um site, portfólio ou LinkedIn bem estruturado, as pessoas vão te achar por busca e você não precisa ficar ‘aparecendo’ toda hora ou buscando a perfeição. E, claro, deve ter momentos de descanso e lazer fora das telas para manter outras áreas da vida como apoio e suporte”, orienta Bianca.
Redes digitais podem ser aliadas no currículo profissional
Para o currículo profissional, estar presente em redes digitais, como o LinkedIn, pode ser útil. A Analista de Carreiras do Unifacid Wyden, Berenice Silva, reconhece que a “rede digital está presente em nossa vida. Por exemplo, muitos de nós tomamos a decisão de comprar algo ou não de uma empresa depois de ver as redes dela”, pontua. Ela acrescenta que, ao orientar os alunos, destaca que essas mídias “podem servir como uma vitrine. Por eles estarem em processo de formação, é importante que utilizem de acordo com o que for confortável e contribua para sua profissão. Inclusive, podem seguir profissionais da área, se espelhar, acompanhar alguma empresa e ampliar oportunidades de emprego”, conclui.