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Contas do Piauí tem superávit de R$ 1,79 bilhão nos 4 primeiros meses de 2026

Os números apontam que a maior parte dos recursos arrecadados veio das receitas correntes; confira

As finanças do Governo do Piauí encerraram os quatro primeiros meses de 2026 com resultado positivo. Dados apresentados nesta segunda-feira (6) à Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) mostram que o Estado registrou superávit orçamentário de R$ 1,79 bilhão entre janeiro e abril.

Durante a audiência pública, que também discutiu as bases da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, a Secretaria da Fazenda informou que a arrecadação estadual chegou a R$ 10,39 bilhões no período. O valor representa um crescimento de 12,3% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025 e corresponde a pouco mais de 36% da receita prevista para todo o ano.

Os números apontam que a maior parte dos recursos arrecadados veio das receitas correntes, que alcançaram R$ 7,35 bilhões após um avanço de 15,88%. Já as receitas de capital somaram R$ 2,21 bilhões.

Pelo lado das despesas, o Estado desembolsou R$ 8,6 bilhões até abril, um aumento de 8,69% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Enquanto os gastos correntes cresceram e atingiram R$ 6,12 bilhões, as despesas de capital recuaram para R$ 1,66 bilhão. Até o fim do quadrimestre, cerca de 29% do orçamento autorizado para 2026 havia sido executado.

Além do saldo positivo nas contas públicas, o relatório mostrou que o Piauí também encerrou o período com superávit primário de R$ 359,96 milhões e resultado nominal de R$ 506,61 milhões. Os dois indicadores ficaram acima das metas estabelecidas pela legislação orçamentária, que previa a possibilidade de déficit.

Na avaliação do secretário da Fazenda, Emílio Júnior, o desempenho fiscal foi satisfatório nos primeiros meses do ano, mas a queda no ritmo de crescimento da arrecadação observada no segundo quadrimestre exige atenção da administração estadual. Segundo ele, a prioridade será reforçar o controle das despesas para preservar o equilíbrio das contas públicas.

O secretário lembrou ainda que, além de cumprir os limites definidos para despesas com pessoal e investimentos em saúde e educação, o Governo precisa respeitar as restrições impostas pela legislação eleitoral por se tratar do último ano de mandato.

O presidente da Comissão de Finanças da Alepi, deputado Franzé Silva (PT), afirmou que a prestação de contas permite ao Legislativo acompanhar a situação financeira do Estado e avaliar os parâmetros que servirão de base para a elaboração do orçamento de 2027.

Representando o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), o auditor Ramon Patrese destacou que o órgão acompanha todas as fases da Lei de Diretrizes Orçamentárias, desde sua elaboração até a execução, contribuindo para o monitoramento das metas fiscais.

Entre os indicadores apresentados, a Receita Corrente Líquida alcançou R$ 19,71 bilhões, crescimento de 13,1% sobre o mesmo período de 2025. Os gastos com pessoal permaneceram em 44,44% da receita, abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A dívida consolidada líquida foi de R$ 12,84 bilhões, equivalente a 65,21% da Receita Corrente Líquida ajustada.

Na área da saúde, o Estado informou ter destinado 13,48% das receitas vinculadas para ações e serviços públicos, percentual superior ao mínimo constitucional de 12%.

Segundo a Secretaria da Fazenda, todos os principais indicadores fiscais permaneceram dentro dos limites legais ao longo do primeiro quadrimestre de 2026, reforçando o equilíbrio das contas estaduais.