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Professor da UFPI denuncia ameaças de morte por funcionário da Equatorial

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi)
Redação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) responsável por investigar os serviços prestados pela Equatorial ouviu, nessa segunda-feira (22/05), o depoimento do professor Paulo Fortes, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que denunciou agressões verbais e ameaças por parte de um funcionário da empresa. 

Foto: Divulgação/ AlepiCPI da Equatorial
CPI da Equatorial

O professor havia entrado em contato repetidamente com a Equatorial para reclamar da falta de energia em sua residência. Apesar de registrar um Boletim de Ocorrência e enviar à Ouvidoria, ele nunca obteve qualquer resposta da empresa.

O funcionário, no entanto, teria enviado mensagem ao professor Paulo no dia seguinte, na tentativa de pedir que a denúncia não fosse levada adiante, com o seguinte argumento.

“Eu tava na raiva na hora. A gente trabalha de segunda a segunda, não tem feriado, não tem folga de natal, não tem virada de ano, não tem final de semana. A gente tem produtividade pra entregar no final do mês. Eu tava perto de bater a minha meta pela primeira vez. Antes da tua ligação, já tinha atendido outro que foi muito grosseiro e demorou muito pra desligar e quando demora a produtividade não aumenta".

O presidente da CPI, deputado Evaldo Gomes, do Solidariedade, afirmou que, com base nos depoimentos coletados até o momento, está convencido de que a Equatorial não possui mão de obra suficiente para fornecer um serviço de qualidade.

"Está comprovado. Além da falta de qualificação dos servidores, a Equatorial não tem servidor suficiente. Acredito eu, que nós temos que fazer com que a Equatorial, no final dessa CPI, possa contratar mão-de-obra qualificada e mais mão-de-obra pra prestar serviço de qualidade", frisou.

Prejuízos

Como pesquisador, o professor Paulo tem autorização para realizar o plantio de cannabis, mas encontra grandes dificuldades porque a produção do medicamento requer ambiente controlado, principalmente quanto à exposição das plantas à luz. Além disso, realizava pesquisa agrícola em Boqueirão, mas o estudo foi inviabilizado pela falta de energia. 

"Eu tenho permissões, concedidas pela Universidade, pelo Governo, mas a Equatorial não me permite desenvolver meu trabalho", disse.

O depoente alegou que há pelo menos um ano e meio vem denunciando furtos de energia à Equatorial, já tendo enviado um mapa de onde estão as ligações clandestinas. 

"Quando eu denuncio incessantemente perdas por furto, digo onde o furto está e a Equatorial não faz nada, ela é conivente. Ela pega todo esse dinheiro do furto, que são as perdas, que são 7%, e coloca para os consumidores pagarem. É fácil vender eletricidade pra quem não reclama. Ela não fornece infraestrutura principalmente nas periferias e nas cidades pequenas porque o consumidor vai pagar. É muito mais conveniente pra ela colocar o consumidor pra pagar e ela não dá nenhuma assistência. Não manda carro, não coloca poste, não coloca fiação. Roubo é conveniente pra Equatorial, porque ela aumenta a quantidade de venda por volume e tem um consumidor fixo", frisou Paulo Fortes.