São Marcos retoma atendimentos pelo SUS após ação do Ministério da Saúde
Direção afirma que insumos foram garantidos e atendimento oncológico será retomadoO Hospital São Marcos, em Teresina, passou por uma auditoria realizada por equipes do Ministério da Saúde após a unidade anunciar que deixaria de receber novos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) por dificuldades relacionadas ao financiamento dos serviços de oncologia. A inspeção foi conduzida por técnicos da Diretoria de Auditoria do SUS (DenaSUS), que analisaram documentos, contas e a aplicação dos recursos destinados ao atendimento público.
Durante a auditoria, o Ministério da Saúde também garantiu o repasse de R$ 1,5 milhão ao Governo do Estado para aquisição de medicamentos e insumos oncológicos destinados ao hospital. A medida atende a uma determinação da Justiça Federal para evitar a interrupção da assistência aos pacientes em tratamento.
O diretor do Hospital São Marcos, Marcelo Martins, afirmou que a presença das equipes do Ministério faz parte do acompanhamento do funcionamento do SUS e destacou que a unidade está aberta para o trabalho de fiscalização. "O Ministério da Saúde é um parceiro muito grande. Ele coordena as ações do SUS no país inteiro e o São Marcos é um prestador de serviço para o sistema. A presença do Ministério aqui é uma coisa recorrente e o hospital sempre está de portas abertas para receber essas equipes", afirma.
Segundo o diretor, a principal medida anunciada pelo Ministério foi a garantia do fornecimento dos insumos necessários para a continuidade dos atendimentos oncológicos. A expectativa é que os serviços sejam normalizados nos próximos dias. "O Ministério da Saúde garantiu os insumos necessários para que a gente retome os atendimentos imediatamente. Com essa presença do Ministério, vamos conseguir voltar a atender toda a população o mais rapidamente possível e já estamos nos organizando para que isso aconteça dentro dos próximos dias", explica.
Marcelo Martins também informou que, além da solução emergencial, o hospital trabalha em conjunto com os órgãos responsáveis para buscar alternativas que garantam a sustentabilidade financeira da unidade a longo prazo. "Além da manutenção dos atendimentos, estamos trabalhando para encontrar a melhor maneira de garantir a sustentabilidade do hospital no futuro, para que a população piauiense nunca mais tenha que passar por uma situação como essa", destaca.
Sobre a auditoria realizada pelo Ministério da Saúde, que também verifica a aplicação dos insumos destinados ao SUS, o diretor reforçou que os materiais utilizados no atendimento público sempre foram destinados exclusivamente aos pacientes do sistema. "Os insumos para o SUS sempre foram usados exclusivamente para o SUS. O que o Ministério da Saúde está fazendo é constatando isso no local. Nunca houve essa confusão internamente, porque os recursos destinados aos pacientes do Sistema Único de Saúde são exclusivamente destinados à população atendida pelo SUS", garante.
O diretor explicou ainda que a definição sobre o modelo de financiamento da assistência oncológica envolve União, Estado e municípios, mas afirmou que a prioridade do hospital é garantir a retomada dos serviços. "O financiamento da saúde é tripartite, envolve União, Estados e Municípios. A origem desse recurso ou a forma como ele chega ao hospital não é uma decisão do São Marcos. O que nos interessa é retomar o atendimento da população o mais rapidamente possível, e o Ministério garantiu os insumos para que isso aconteça", ressalta.
Atualmente, o Hospital São Marcos é referência no tratamento contra o câncer no Piauí. A unidade é o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do estado e atende pacientes dos 224 municípios piauienses, além de receber demandas de outras regiões.
Marcelo Martins afirma que a intenção da instituição é ampliar a integração da rede de assistência oncológica no estado e voltar à normalidade dos atendimentos. "O São Marcos é o único CACON do Piauí e atende todos os tipos de câncer. Recebemos pacientes dos 224 municípios do estado e temos uma demanda muito grande. O que queremos é ampliar esse atendimento, servir de referência para as novas unidades que estão surgindo e integrar toda uma rede de assistência oncológica", finaliza.