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Coluna com o economista e advogado Valmir Falcão, que vai abordar temas que envolvem o mercado financeiro do Piauí, do Brasil e do Mundo.

Inflação acima da meta em 2024? Mercado ajusta projeções e liga alerta

Essa é a primeira vez que o mercado financeiro estima que o IPCA fique acima do teto da meta em 2024
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Os Economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para um valor acima de 4,5%, que é o teto do sistema de metas de inflação em 2024. Para este ano, a expectativa de inflação do mercado financeiro avançou pela quarta semana seguida, passando de 4,50% para 4,55%.

Essa é a primeira vez que o mercado financeiro estima que o IPCA fique acima do teto da meta em 2024. Se confirmado, será o primeiro estouro da meta desde 2022, quando a inflação somou 5,79%.

Foto: Conecta PiauíInflação acima da meta em 2024? Mercado ajusta projeções e liga alerta
Inflação acima da meta em 2024? Mercado ajusta projeções e liga alerta

As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam do Relatório "Focus" divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC).

A meta central de inflação é de 3% neste ano – e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Caso a meta de inflação não seja atingida, o Banco Central   terá que fazer as devidas justificativas, explicando, inclusive junto a sociedade, em carta pública ao Ministro da Fazenda.

A projeção do mercado de que a inflação ficará acima do teto da meta neste ano acontece após a divulgação do IPCA de setembro, que veio pressionado por questões climáticas, como a seca, que impactou a energia elétrica e os alimentos.

Já existe estimativas para o Exercício de 2025,  com a inflação subindo  de 3,99% para 4% na última semana. E, para 2026, a expectativa permaneceu em 3,60%.a depender de outros fatores no decorrer do próximo ano. No exercício de  2025, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

 Pelo atual sistema de metas, o Banco Central  tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente. Para isso, a instituição monetária, faz uma previsão futurista, pois a Selic demora de 06  a 18 meses para ter impacto pleno na economia.  Ora, quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

No que concerne aos juros, os Economistas do mercado financeiro continuaram prevendo aumento da taxa básica de juros da economia brasileira até o fim do ano. Atualmente, a taxa Selic está em 10,75% ao ano, após um aumento em meados de setembro. Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia continuou em 11,75% ao ano, o que pressupõe novas elevações até o fim do ano. Já para o exercício de 2025, o mercado financeiro mantem a estimativa em 11,25% ao ano, o que quer  dizer que os Economistas continuam estimando corte dos juros ano que vem.

Por último há estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado subiu de 3,05% para 3,08%.. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.. Para  2025, existe uma previsão de alta do PIB do mercado financeiro  em 1,93%.  Vamos aguardar. Há muitos fatores externos que implicam em ajustes no tripé: inflação, câmbio e juros.

Valmir Martins Falcão Sobrinho

Economista e Advogado

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