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Ginecologista Ana Thereza fala da crescente busca pelo congelamento de óvulos

O método de congelamento evoluiu significativamente com a vitrificação
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Ainda no mês das mulheres, a ginecologista e especialista em reprodução humana, Ana Thereza, esteve nos estúdio do Conecta Podcast para falar  sobre o congelamento de óvulos, uma prática cada vez mais buscada por mulheres que optam por adiar a experiência de ter um filho ou mais. 

Foto: Conecta PiauíGinecologista Ana Thereza fala da crescente busca pelo congelamento de óvulos
Ginecologista Ana Thereza fala da crescente busca pelo congelamento de óvulos

“O congelamento de óvulos não é nada mais do que a gente conseguir dar uma parada no nosso relógio biológico. Nós que somos mulheres, a gente já nasce com um número determinado de óvulos e esse número vai sempre diminuindo. E a partir do momento que a gente nasce, esse número já está cada vez mais diminuindo. E esse congelamento de óvulos é como se agente pudesse dar um ‘pause’ no nosso relógio biológico”, explicou Ana Thereza. 

Fatores do congelamento 

Atualmente, muitas mulheres escolhem adiar a gravidez por diversos motivos, como foco na carreira, questões pessoais ou preocupações de saúde. O congelamento de óvulos oferece a possibilidade de preservar a fertilidade em condições mais saudáveis, o que pode aumentar as chances de uma gravidez bem-sucedida no futuro.

Como funciona a técnica?

O método de congelamento evoluiu significativamente com a vitrificação, uma técnica que possibilita o armazenamento dos óvulos por tempo indeterminado. O procedimento é delicado e o acompanhamento médico é primordial. 

“A paciente primeiro tem que passar por uma avaliação com especialista. Então a gente faz uma consulta adequada, conversa sobre o histórico dessa paciente, faz alguns exames para ver se ela tem alguma doença associada, alguma coisa que possa interferir na qualidade desses óvulos ", ressaltou a doutora. 

A técnica de congelamento de óvulos consiste na estimulação ovariana por meio de injeções. O processo dura de 12 a 14 dias, durante os quais os óvulos são amadurecidos e, em seguida, retirados por aspiração transvaginal. Esse procedimento é realizado com sedação leve e tem uma duração média de 15 minutos.

“Essa medicação é justamente para estimular o nosso ovário e ter um aumento, um crescimento dos folículos, um lugar onde fica o óvulo. Então a gente vai estimular esse crescimento; normalmente uma mulher que não está fazendo esse estímulo, a gente cresce um óvulo por mês e esse óvulo a gente vai ovular, e engravidar ou vai menstruar. Se não engravidar, menstrua”, explicou a médica. 

A entrevista completa com a especialista em reprodução humana, Ana Thereza, pode ser visto no Conecta Podcast:

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