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Notícias sobre casos policiais no Piauí

Ex-patroa suspeita de agredir doméstica grávida é recambiada para o Maranhão

A transferência do Piauí para o estado vizinho ocorre para ela responder pelas acusações de agressão

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, detida na manhã desta quinta-feira (07/05) em Teresina, foi recambiada no mesmo para o Maranhão. A transferência através do helicóptero da segurança pública maranhense ocorre para que ela possa responder ao processo de investigação sobre a agressão a uma empregada doméstica grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.

“Entregamos a presa para a SEIC do Maranhão, que vai fazer o translado dela e a transferência até São Luís, depois ela vai passar pela audiência de custódia. Nesse momento a Secretaria de Segurança Pública, as forças de segurança do Piauí cumpriram a missão, efetuaram a prisão e já fez a entrega para o pessoal do Maranhão”, abordou o delegado Matheus Zanatta.

Carolina foi localizada em um posto de combustíveis na zona Leste de Teresina, em uma aparente tentativa de evasão para o estado do Amazonas, através de uma viagem para Parnaíba. A prisão foi resultado de uma solicitação de apoio da Polícia Civil do Maranhão às forças de segurança piauienses, após a empresária não ser encontrada durante o cumprimento de mandados judiciais em São Luís.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a empresária havia chegado à capital piauiense na quarta-feira (06/05) e estava hospedada na casa de um tio. A detenção ocorreu enquanto ela abastecia seu veículo, acompanhada do filho e do companheiro, em um local próximo à sede da SSP-PI. As autoridades piauienses indicaram que a presença de bagagens no veículo reforçava a suspeita de uma tentativa de fuga.

O caso

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu no dia 17 de abril deste ano. A vítima teria sido acusada pela ex-patroa de furtar uma joia e, em seguida, submetida a agressões físicas e ameaças. Conforme o relato investigado pela polícia, a doméstica foi arrastada pelos cabelos, agredida com coronhadas e obrigada a ficar de joelhos enquanto uma arma era colocada em sua boca.

Durante as apurações, áudios atribuídos à empresária passaram a circular e reforçaram as suspeitas. Em uma das gravações, ela relata as agressões cometidas contra a funcionária e afirma que contou com a ajuda de um homem armado durante a ação.

“Ele puxou a bicha [arma] e botou na cabeça dela. Pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha e botou na boca dela”, descreveu.

Em outro trecho, a empresária ironiza a situação e afirma que a vítima não deveria ter sobrevivido às agressões.

“A Carol dos velhos tempos voltou assim: florescendo. Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada. Não era nem para [ela] ter saído viva”.

As mensagens de áudio atribuídas à empresária passaram a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil. Nas gravações, ela chega a afirmar que a vítima “não era pra ter saído viva”. Em um dos trechos, Carolina relata que a mulher teria sido submetida a uma sequência de violência física durante cerca de uma hora.

“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina Sthela.

Ainda segundo os áudios, uma equipe da Polícia Militar teria abordado os envolvidos no dia da ocorrência. A empresária afirma que conhecia um dos policiais e, por isso, teria sido liberada após a abordagem.