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Líder de facção teria bancado campanha da irmã, eleita vereadora de Piracuruca

Operação Escudo Eleitoral III apura uso de dinheiro do tráfico nas eleições de Piracuruca
Redação

A Polícia Federal investiga a suspeita de que recursos de uma facção criminosa tenham sido utilizados para financiar a campanha eleitoral da vereadora Adriana Silva Fontinele, conhecida como Adriana Enfermeira, eleita no município de Piracuruca com 1.020 votos. O principal investigado é Alexandro, apontado como liderança do tráfico de drogas no Piauí e irmão da parlamentar.

As apurações indicam que Alexandro teria utilizado recursos de origem criminosa para bancar a campanha da irmã nas eleições municipais de 2024. Além disso, a investigação aponta que ele também teria articulado a nomeação da própria filha, Maria Tamyris Franco Fontenele, para ocupar uma vaga como servidora da Assembleia Legislativa do Piauí.

Diante das suspeitas, a vereadora e a sobrinha foram afastadas de suas funções por determinação judicial, no âmbito da Operação Escudo Eleitoral III, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29/01).

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida em crimes eleitorais no contexto das eleições municipais de 2024. Durante a ação, policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Piracuruca, no Piauí, e Águas Lindas, em Goiás, com apoio do Canil da Polícia Civil do Piauí. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral do Piauí.

Segundo a Polícia Federal, as medidas cautelares de afastamento do exercício de cargos públicos têm como finalidade evitar a ocultação de provas, a influência sobre testemunhas e o uso da estrutura estatal em benefício dos investigados, além de garantir o regular funcionamento do processo democrático.

As investigações tiveram início em novembro de 2025, a partir do compartilhamento de informações de apurações criminais anteriores, que indicaram possível ligação entre integrantes de facção criminosa e o financiamento de campanhas eleitorais. A PF apura crimes como organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. O inquérito segue em andamento, e novas medidas não estão descartadas.