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Polícia detalha confronto que levou a morte de líder da 'Tropa do G' em Luzilândia

Conforme o coronel James Sean, o criminoso era investigado por mais de 20 homicídios

Uma ação integrada das forças de segurança resultou em confronto armado durante uma tentativa de abordagem a um suspeito de alta periculosidade, líder da facção criminosa conhecida como “Tropa do G”, identificado pelas iniciais J. A. de O., na noite desta terça-feira (27/01), na zona rural de Luzilândia, no interior do Piauí. A operação foi coordenada pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, durante um trabalho contínuo de inteligência realizado ao longo de vários dias.

De acordo com os levantamentos coronel James Sean, comandante do CPE, as equipes vinham monitorando o deslocamento do suspeito após receberem informações sobre seu retorno ao estado. O homem já havia sido localizado anteriormente na mesma região, mas conseguiu fugir antes de uma abordagem policial, deixando o Piauí e retornando posteriormente, o que levou à retomada das diligências.

“Esse homem é o faccionado de uma organização criminosa que tem atuação em todo o território nacional e internacional, tinha uma liderança efetiva no estado do Rio Grande do Norte, tinha envolvimento com o tráfico de entorpecentes, bem como o tráfico de armas, tinha, pesando sobre seus ombros, mais de 20 homicídios, inclusive homicídios praticados no estado de Piauí. E, segundo a polícia do estado do Rio Grande do Norte, em razão de uma tentativa de homicídio contra ele no Rio Grande do Norte, ele veio para o Piauí se homiziar”, pontuou.

Durante a ação mais recente, os policiais conseguiram localizar o suspeito e tentaram realizar a abordagem. No entanto, ele não obedeceu às ordens legais emitidas pelas equipes e reagiu utilizando arma de fogo. Diante da ameaça iminente, os agentes reagiram para conter a agressão, o que culminou no confronto.

“Ele foi localizado, foi dado voz de prisão, não obedeceu aos comandos agentes públicos, atentou contra a vida dos agentes públicos, houve reação à essa injusta agressão e o resultado foi a neutralização desse criminoso”, complementou.

Ainda conforme as informações repassadas pelo comando do CPE, o comportamento hostil era compatível com o histórico do investigado, que apresentava registros de resistência armada a ações policiais e atuação direta em organizações criminosas. A conduta agressiva e a recusa em se render foram fatores determinantes para a evolução da ocorrência.

O suspeito era apontado como integrante de destaque da facção criminosa com atuação interestadual, envolvida em crimes como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. Ele possuía mandados de prisão expedidos em diferentes estados do Nordeste e era investigado por participação direta em diversos crimes violentos, inclusive execuções ligadas à atuação de tribunais do crime.