Piauí gera quase 3 mil empregos em fevereiro; uma nova vaga a cada 13 minutos
Fevereiro trouxe números positivos para os cinco principais setores da economia estadualO mercado de trabalho formal segue aquecido no Piauí. Em fevereiro, o estado registrou um saldo positivo de quase 3 mil novas vagas com carteira assinada, resultado de 14,9 mil admissões e 11,9 mil desligamentos no mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Isso significa que, em média, uma nova vaga foi criada a cada 13 minutos.
No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o saldo de empregos formais no estado já chega a 2 mil novas vagas. Considerando os últimos 12 meses, esse número salta para 14 mil postos de trabalho, elevando o total de trabalhadores com carteira assinada no Piauí para 363,6 mil pessoas.
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Setores em alta
Fevereiro trouxe números positivos para os cinco principais setores da economia estadual. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 1.725 novas vagas, seguido pela Agricultura (518), Construção (414), Comércio (257) e Indústria (80).
Quem mais conseguiu emprego?
Os novos postos de trabalho foram ocupados, em sua maioria, por homens (1.013 vagas) e por pessoas com ensino médio completo (1.490 vagas). Jovens entre 18 e 24 anos foram os mais beneficiados, com um saldo positivo de 1.452 novas oportunidades.
Teresina puxa a fila
Entre os municípios piauienses, Teresina se destacou, com 1,3 mil novos empregos formais em fevereiro, consolidando um estoque de 225,7 mil postos de trabalho com carteira assinada. Outras cidades que também registraram saldo positivo foram Baixa Grande do Ribeiro (256 vagas), Bom Jesus (220), Santa Luz (116) e Cristino Castro (115).
O resultado confirma a retomada do crescimento do emprego formal no estado, impulsionado pela diversificação econômica e pela demanda crescente em setores estratégicos.
Quase 28% dos motoristas mortos em acidentes no Piauí nunca tinham renovado CNH
A PRF revela que 21,5% dos condutores feridos em acidentes tinham menos de seis anos de habilitaçãoUm dado alarmante acende o alerta para a segurança no trânsito do Piauí: a cada quatro motoristas mortos em rodovias federais que cortam o estado, um nunca havia renovado a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revela ainda que 21,5% dos condutores feridos em acidentes tinham menos de seis anos de habilitação.

Os números são ainda mais preocupantes quando comparados à média nacional. Em 2024, 16,62% dos motoristas que perderam a vida em acidentes nas BRs do país eram inexperientes – um índice inferior ao registrado no Piauí. Além disso, dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PI) mostram que mais de 30 mil novas CNHs são emitidas anualmente, sendo cerca de 500 para jovens entre 18 e 21 anos.
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“Os números mostram que muitos motoristas recém-habilitados não estão saindo das autoescolas devidamente preparadas, principalmente para dirigir em rodovias”, alerta o inspetor Alexandro Lima, do setor de estatísticas da PRF-PI. Segundo ele, no ano passado, um caso chamou atenção: um motorista morreu em um acidente com menos de um ano de habilitação.
Diante desse cenário preocupante, a PRF lançou o projeto "PRF na Autoescola - Formando Novos Condutores", uma iniciativa que busca reforçar a formação de futuros motoristas por meio de palestras educativas em Teresina. A proposta faz parte da meta da ONU de reduzir em 50% as mortes e lesões no trânsito até 2030, dentro da Segunda Década de Ações para a Segurança no Trânsito.
O foco é claro: levar conhecimento sobre direção defensiva, segurança viária e a importância do respeito às normas de trânsito. “Educação é a chave para mudar esse quadro. Quanto mais preparados forem os novos motoristas, menor será a incidência de acidentes”, reforça a PRF.
A iniciativa aposta na conscientização como ferramenta essencial para reduzir os altos índices de sinistralidade nas rodovias piauienses e formar condutores mais responsáveis e preparados para enfrentar os desafios do trânsito.
Descumprimento de medida protetiva cresce no PI; 10% das vítimas tinham documento
O descumprimento de medidas protetivas não é uma exclusividade do PiauíA cada seis horas, uma mulher no Piauí sofre com o descumprimento de uma medida protetiva. Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que, em 2024, foram registrados mais de 1,5 mil casos—um aumento alarmante de 20,3% em relação ao ano anterior. A medida, prevista na Lei Maria da Penha, deveria afastar o agressor da vítima, mas a reincidência da violência cresce ano após ano.
O cenário é preocupante: para cada 11 mulheres que conseguiram a proteção judicial, uma continuou sendo perseguida. E mesmo com a medida em vigor, o risco persiste. Sem essa ferramenta, a vulnerabilidade aumenta, e muitas vítimas acabam em estatísticas ainda mais trágicas: o feminicídio.
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Um novo levantamento da SSP reforça esse dado. Entre as mulheres assassinadas em crimes de feminicídio, apenas 10% tinham medidas protetivas. Isso significa que 87,85% das vítimas sequer haviam registrado boletim de ocorrência antes de serem mortas. A violência, na maioria dos casos, acontece dentro de casa: 73% dos crimes ocorreram na residência da vítima, e 68% dos agressores eram companheiros ou ex-companheiros.
"Os números são extremamente preocupantes. Precisamos fortalecer o monitoramento e incentivar denúncias para evitar que a violência escale até o feminicídio", alerta o delegado João Marcelo, gerente de Análise Criminal e Estatística da SSP.
Segundo o Núcleo de Estudos Avançados em Segurança Pública (DATASSP), entre 2022 e março de 2025, o Piauí registrou 182 feminicídios. Em 2024, foram 56 casos—um aumento de 32% em relação ao ano anterior. E a tendência de crescimento continua: nos primeiros três meses de 2025, já são 18 vítimas.
Muitas mulheres assassinadas nunca buscaram proteção. O medo, a dependência financeira e a descrença na eficácia das medidas contribuem para esse silêncio. Especialistas reforçam que o combate ao machismo e a educação são caminhos essenciais para reduzir a violência—não apenas para as novas gerações, mas também para agressores reincidentes.
O descumprimento de medidas protetivas não é uma exclusividade do Piauí. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, até junho de 2024, mais de 35,3 mil processos foram abertos em todo o Brasil por esse motivo. O Sul lidera o ranking, com um aumento de 38,15% em relação a 2023. Já o Nordeste teve o maior crescimento percentual: 161,4% de aumento, saltando de 4.819 para 12.597 casos.
Diante desse cenário, a urgência é clara: é preciso reforçar políticas públicas, garantir a segurança das vítimas e, principalmente, impedir que medidas protetivas se tornem apenas um papel sem eficácia.
Corpo do empresário Ednard deve ser velado após às 16hs e seguir durante a noite
Após ser levado para o IML de Timon, o corpo está sendo preparado para o velórioO corpo do empresário Ednard Rocha Lima Sá deve chegar a residência da mãe dele em Timon depois das 16 horas da tarde desta terça-feira (1º). O empresário faleceu na madrugada desta terça no Hospital de Urgência de Teresina(reveja este fato clicando aqui).

Após ser levado para o IML de Timon, o corpo está sendo preparado para o velório que acontecerá na residência da mãe dele, que fica entre as ruas 10 e 60, no bairro Parque Piauí, bem próximo ao Comercial Carvalho da Avenida Teresina, em Timon.
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Muita gente de Timon e Matões, onde o empresário mantinha diversos amigos, deve participar do último adeus a Ednard.
O velório seguirá durante toda a noite e o sepultamento está previsto para acontecer amanhã, quarta-feira (2), no cemitério Jardim das Flores, no bairro Parque Piauí em Timon.
Vereadoras pedem interdição do matadouro de Valença após flagrarem insalubridade
"Infelizmente, o que encontramos foi um verdadeiro cenário de descaso e abandono", diz vereadoraAs vereadoras Lívia Nogueira e Iris Moreira, do município de Valença do Piauí, visitaram o matadouro público da cidade e constataram uma grave situação de insalubridade, que, além de prejudicar a saúde da população, gera uma série de outros problemas, como os maus-tratos aos animais. As parlamentares cobram uma ação da gestão municipal, comandada pelo prefeito Marcelo Costa, e pedem a interdição do local para que uma solução seja encontrada para o problema.

Em entrevista ao Conecta Piauí, a vereadora Lívia Nogueira declarou que a situação do matadouro é alarmante. "Fiz uma visita, juntamente com a vereadora Iris, ao matadouro público, onde constatamos uma situação extremamente preocupante. Infelizmente, o que encontramos foi um verdadeiro cenário de descaso e abandono. Estivemos no local e vimos algo que sinceramente não se vê nem mesmo nos municípios mais remotos do país. O ambiente é insalubre e totalmente inadequado para a atividade de abate. Havia fezes, sangue espalhados, animais sendo abatidos de forma cruel e trabalhadores em condições precárias. Além disso, urubus dominavam o espaço, evidenciando a falta de higiene e o risco sanitário que isso representa", disse.
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"Nós não podemos permitir que essa situação continue. Estamos fiscalizando e iremos acionar o Ministério Público, os órgãos de saúde e a Vigilância Sanitária para buscar a interdição imediata do matadouro e garantir que medidas urgentes sejam tomadas. A carne produzida nesse local abastece toda a cidade, o que coloca a população em risco de infecções e contaminações. É inadmissível que algo tão sério seja tratado com negligência pela gestão municipal. O matadouro é apenas mais um reflexo da falta de compromisso da gestão com o bem-estar da população", completou.

"Se olharmos para a saúde e a educação, veremos o declínio que ambos vêm sofrendo. As ruas sujas, tomadas pelo lixo, e obras inacabadas são um retrato do abandono. É triste dizer isso, mas Valença está entregue a esse descaso. E nós, como cidadãos, não podemos nos calar. Precisamos cobrar transparência e responsabilidade da administração pública. A cidade não pode continuar sendo administrada dessa forma. Eu e a vereadora Iris vamos continuar denunciando, fiscalizando e sempre buscando soluções, porque quem paga essa conta no final é a nossa população. Nosso compromisso é com a qualidade de vida e a dignidade do nosso povo", concluiu a vereadora Lívia Nogueira.

A vereadora Iris Moreira reiterou, em suas redes sociais, a necessidade de uma ação rápida para a solução do problema.
“A situação do matadouro é lamentável, é triste, fui com a vereadora Lívia fazer uma fiscalização e nós encontramos de uma forma de insalubridade e sem nenhum tipo de higiene lá, em todos os lugares que nós fomos. Não tem um chefe que possa responder pelo matadouro, lá estão apenas os funcionários. Encontramos também o filho do presidente da Câmara junto com o irmão dele, mas não detectamos no município nenhum cargo deles. E a situação é muito, muito precária e muito séria. Nós vamos entrar com uma ação no Ministério Público pedindo de imediata intervenção porque a carne da forma que sai de lá é um problema sério para a nossa comunidade. E essa é a situação praticamente de todo o município de Valença, não só no matadouro, mas de toda a cidade. E a gente sabe que é um problema de gestão onde desde que o prefeito reassumiu, ele não vai à prefeitura. Nesse período, se ele foi duas, três vezes na prefeitura, ele foi muito. Então é um caso realmente muito sério”, concluiu a vereadora.



