Engenheira do sul do Piauí fortalece presença feminina na construção
Profissional reconhece o papel do CREA-PI na valorização da engenhariaEm Bom Jesus, no sul do estado, a engenheira civil Rafaela Lima vem construindo uma trajetória marcada por responsabilidade técnica, empreendedorismo e compromisso com a segurança nas obras. De estagiária a responsável técnica e empresária da engenharia, sua história reflete não apenas o avanço da presença feminina em um setor desafiador, mas também inspira neste mês especial dedicado às mulheres.
Formada há seis anos pelo Centro Universitário Santo Agostinho, Rafaela construiu sua carreira profissional no próprio estado. Ainda durante a graduação, buscou experiência prática por meio de estágios na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) e também em uma construtora.
Da formação ao empreendedorismo
Após a conclusão do curso, a engenheira iniciou sua atuação na área de avaliações imobiliárias vinculadas à Caixa Econômica Federal, elaborando laudos técnicos e assumindo responsabilidades relacionadas à análise e regularidade de imóveis.
Com o tempo, ampliou a atuação profissional e passou a empreender no setor da construção civil. Hoje, Rafaela atua em avaliações imobiliárias pela Caixa, além de ser proprietária de uma construtora.
Presença feminina na engenharia
Para a engenheira, o crescimento da presença feminina na área tem contribuído para mudanças importantes no ambiente profissional, principalmente no que diz respeito à organização e à cultura de segurança nos canteiros de obras. “A presença feminina fortalece a segurança e a prevenção de riscos nos canteiros”.
Apesar dos avanços, Rafaela destaca que as mulheres enfrentam desafios constantes no exercício da profissão. “Engenheiras ainda precisam provar sua competência para conquistar reconhecimento e liderança”, ressalta.
Valorização e oportunidades
Ampliar a participação feminina nas engenharias e nas áreas tecnológicas passa pela valorização profissional e pela criação de iniciativas que deem visibilidade ao trabalho das mulheres no setor.
Nos últimos anos, o CREA-PI também tem buscado ampliar o debate sobre a participação feminina nas engenharias por meio de eventos e iniciativas voltadas à valorização profissional.
Para ela, incentivar a participação feminina por meio da valorização profissional, eventos e iniciativas que destaquem o trabalho das mulheres nas engenharias é fundamental para fortalecer a igualdade de oportunidades.
Papel institucional
A engenheira também reconhece o papel do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí na valorização da profissão e na fiscalização que garante mais segurança para a sociedade.
“Quando o conselho fiscaliza, a sociedade ganha com obras e serviços mais seguros e de qualidade”, afirma.
Para o presidente do CREA-PI, engenheiro Hércules Medeiros, trajetórias como a de Rafaela refletem o avanço da participação feminina nas engenharias. “Mais mulheres na engenharia significam mais diversidade, inovação e qualidade nos serviços”, destacou.
Uma trajetória que inspira
A história de Rafaela reflete uma mudança gradual no setor da construção civil. Cada vez mais presentes nos canteiros de obras, nos escritórios de projetos e na liderança de empresas, mulheres têm ampliado sua participação em um campo historicamente dominado por homens.
Trajetórias como a dela mostram que competência, dedicação e responsabilidade técnica são os verdadeiros pilares da engenharia e ajudam a inspirar novas gerações de profissionais, reforçando também a importância de instituições como o CREA-PI na valorização da profissão e na promoção de uma engenharia cada vez mais qualificada e inclusiva.