Fundação de Tatiana Medeiros é alvo de investigação: suposto esquema em Teresina
Inquérito civil apura possível desvio de finalidade, lavagem de dinheiro e atos de improbidadeO Ministério Público do Estado do Piauí decidiu ampliar as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo a fundação Instituto Vamos Juntos, da vereadora Tatiana Medeiros, após identificar indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e possível utilização da entidade para práticas que podem configurar improbidade administrativa. A apuração foi formalizada pela 25ª Promotoria de Justiça de Teresina, que converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil por meio da Portaria nº 31/2026, assinada pelo promotor José Reinaldo Leão Coelho.
De acordo com o documento, a investigação teve início após o compartilhamento de provas oriundas de um inquérito policial que apontaria suposto desvio de finalidade na atuação da fundação, levantando suspeitas de que a instituição teria sido utilizada como instrumento para captação e movimentação de recursos de origem ilícita.
Entre os nomes citados no procedimento está Tatiana Teixeira Medeiros, além de Stênio Ferreira Santos e Lucas de Carvalho Dias Sena, que aparecem em relatórios produzidos a partir da quebra de sigilo bancário analisada durante a investigação. Segundo o Ministério Público, os dados apontam um fluxo financeiro considerado atípico envolvendo os investigados e a fundação.
Tatiana Medeiros já foi condenada em abril pela Jjstiça a 19 anos, 10 meses e sete dias de prisão por crimes como organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato-desvio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Ela foi presa em abril de 2025, após ser apontada como responsável por um esquema de compra de votos durante o processo eleitoral de 2024. Hoje ela está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
O caso chama atenção também pelo histórico judicial de Stênio Ferreira Santos, padrasto da vereadora citada nas investigações. Ele já foi condenado a 13 anos, 11 meses e 26 dias de prisão por crimes como organização criminosa, corrupção eleitoral, violação do sigilo do voto, peculato-desvio, apropriação indébita, agiotagem e lavagem de dinheiro.
Outro nome mencionado é Lucas de Carvalho Dias Sena, cunhado da parlamentar. Conforme registros do processo relacionado ao caso, ele chegou a responder por acusações de organização criminosa e corrupção eleitoral, mas acabou absolvido dessas imputações após a justiça entender que não existiam provas suficientes capazes de comprovar autoria nos fatos investigados.
Na nova etapa da apuração, o Ministério Público pretende aprofundar a análise documental e financeira para esclarecer se houve enriquecimento ilícito, eventual prejuízo ao patrimônio público e violação de princípios da administração pública, além de verificar a regularidade do funcionamento da fundação.
Com a abertura formal do inquérito civil, o órgão ministerial passa a ampliar a coleta de provas e definir os próximos passos da investigação, que segue em andamento sob responsabilidade da 25ª Promotoria de Justiça de Teresina.
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