Moradores de comunidade denunciam retirada de transporte escolar em Teresina
A ex-deputada Teresa Britto denunciou problema que afeta diversas famíliasA retirada do transporte escolar de crianças das comunidades Mirian Pacheco, no Vale do Gavião, e Vila Santa Bárbara, na zona Leste de Teresina, tem gerado preocupação entre famílias e lideranças políticas. As áreas são atendidas por estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental que dependem diretamente do serviço para acessar as escolas da rede municipal.
De acordo com denúncias, crianças que antes tinham o transporte garantido passaram a enfrentar dificuldades para chegar às unidades de Ensino, comprometendo o direito básico à Educação. A situação afeta principalmente famílias em situação de vulnerabilidade social, que não dispõem de alternativas para garantir o deslocamento diário dos alunos.
A ex-deputada Teresa Britto, informou que esteve na Secretaria Municipal de Educação para cobrar o retorno imediato do transporte e o reforço da frota escolar, mas afirmou que não houve resposta positiva por parte da gestão. “Fomos à Secretaria Municipal de Educação cobrar o retorno do transporte escolar e o reforço imediato da frota, responsabilizando diretamente o secretário Ismael Silva e sua equipe, mas não tivemos qualquer resposta”, declarou.
Além da suspensão do transporte, Teresa Britto também relatou episódios de constrangimento enfrentados pela população dentro da própria Secretaria Municipal de Educação. Segundo ela, há denúncias de que cidadãos estariam sendo impedidos de entrar no órgão utilizando bermuda, sendo exigido o uso de saia ou calça comprida, o que, na prática, acaba afastando justamente quem mais precisa ser ouvido. “Essa regra exclui, discrimina e demonstra falta de respeito com a população que busca atendimento”, afirmou.
A dirigente partidária reforçou que o transporte escolar não pode ser tratado como benefício opcional, mas como um direito assegurado às crianças. “Educação não é favor. Transporte escolar é direito. Respeito à população é obrigação”, pontuou.
Diante do cenário, Teresa Britto questiona a postura da Secretaria Municipal de Educação e da atual gestão. Para ela, a ausência de diálogo e de soluções concretas agrava ainda mais os impactos sobre estudantes e famílias. “A pergunta que fica é até quando nossas crianças vão pagar o preço da falta de sensibilidade da Secretaria Municipal de Educação e da gestão Ismael Silva”, concluiu.
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