Reunião da FPI sobre cobrança de permit termina sem consenso e sob tensão
Federação apresentou um documento propondo a redução do valor do permit, para R$ 380Sob forte clima de tensão, a Federação Piauiense de Atletismo (FPI) realizou, nesta segunda-feira (12), a primeira reunião com organizadores de corridas de rua do Piauí após o início da cobrança obrigatória do permit para a realização de provas no estado.
O encontro contou com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, e reuniu representantes de empresas organizadoras, assessorias esportivas e entidades ligadas à modalidade.
Durante a reunião, a FPI admitiu falhas na condução do diálogo com o setor, reconhecendo que errou ao priorizar inicialmente o anúncio dos valores do permit, sem um debate prévio com os organizadores de provas. Em contrapartida, os representantes das corridas de rua questionaram a própria criação da federação, alegando que o processo ocorreu sem ouvir organizadores e assessorias que atuam há anos no segmento.
Ainda no encontro, a federação apresentou um documento propondo a redução do valor do permit, que inicialmente era de R$ 750 e passou para R$ 380. Apesar da mudança, não houve consenso entre as partes.
Outras propostas também foram apresentadas. A empresa Xcrono sugeriu a cobrança de R$ 1 por inscrição, o que significaria, por exemplo, que uma prova com 100 inscritos pagaria R$ 100 de permit. Também foi levantada a possibilidade de o permit se tornar opcional, ficando a critério do organizador da prova.
A FPI informou ainda que provas consideradas pequenas e sem fins lucrativos poderão solicitar isenção da taxa, mediante análise.
Além da cobrança do permit, a forma de criação da federação voltou a ser alvo de questionamentos. A organizadora Zero86 informou que colheu assinaturas para a impetração de um mandado de segurança contra a instituição.
Com informações do Correr Piauí