Complexo Maçônico abandonado vira foco de insegurança na zona Leste de Teresina
Local é frequentado por usuários de drogas e alvo constante de furtosMoradores do bairro Uruguai, na zona Leste de Teresina, vivem dias de apreensão diante do completo abandono do antigo Complexo Maçônico da Grande Loja Maçônica do Estado do Piauí, um espaço que já foi referência de reuniões, atividades sociais e práticas esportivas e que hoje se transformou em um cenário de degradação, insegurança e risco à população.
O imóvel, que também conta com uma ampla área onde funcionava um campo de futebol, encontra-se há meses em estado crítico. Segundo relatos de moradores da região, o local passou a ser frequentado por usuários de drogas, além de servir como ponto de esconderijo e ação para vândalos , que estariam furtando tudo o que ainda restava da estrutura, como portas, janelas e equipamentos.
“Aqui virou terra de ninguém. A gente tem medo até de passar perto, principalmente à noite”, relata uma moradora que vive no entorno do prédio.
Imagens chocam moradores
Vídeos e fotos que circulam em grupos de WhatsApp revelam um cenário que lembra um filme de terror:
paredes depredadas, banheiros destruídos, portas arrombadas, fios arrancados e janelas levadas por criminosos. O que antes foi um espaço de convivência, hoje é um esqueleto urbano abandonado.
Um espaço que já foi orgulho
O complexo foi inaugurado em meados de 2008, durante a gestão do então Grão-Mestre Reginaldo Rufino Leal, cujo nome foi dado ao prédio. Na época, o projeto foi anunciado como um marco para a maçonaria piauiense e para a comunidade local.
A proposta era ambiciosa: além de abrigar reuniões maçônicas, o espaço serviria para ações sociais, como aulas de computação, atendimentos jurídicos e atividades voltadas à população carente, além da promoção do esporte por meio do campo de futebol.
Hoje, tudo isso é apenas memória.
Silêncio e falta de explicações
O prédio pertence oficialmente à Grande Loja Maçônica do Estado do Piauí. No entanto, até o momento, não há explicação pública sobre o motivo do abandono.
A reportagem tentou contato com o atual presidente da instituição, Jarbas Nogueira Matias, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
Enquanto isso, a população do bairro Uruguai se pergunta:
Como um patrimônio desse porte, que já teve função social e comunitária, pôde ser simplesmente deixado à própria sorte?
Risco à população
Moradores temem que o local se transforme em um foco permanente de violência, colocando em risco crianças, idosos e trabalhadores que circulam pela região.
A comunidade cobra providências, seja para recuperar o prédio, seja para dar uma destinação útil e segura ao espaço, antes que uma tragédia aconteça.
Até o momento, a Grande Loja Maçônica do Piauí permanece em silêncio.