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Passaporte de Eliza Samudio é achado em Portugal 15 anos após o crime

Documento entregue ao consulado brasileiro reacende mistérios sobre caso que chocou o país
Redação

Quinze anos após o assassinato de Eliza Samudio, um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil, um passaporte da jovem foi encontrado em um apartamento alugado em Lisboa, Portugal. O documento, emitido em 2006 e válido até 2011, foi entregue nesta segunda-feira (5) ao Consulado-Geral do Brasil, que confirmou sua autenticidade e comunicou oficialmente o Itamaraty.

O passaporte estava em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas e apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de maio de 2007. Não há registros de saída ou de nova entrada em outro país, o que contrasta com provas de que Eliza esteve no Brasil após essa data. O achado reacende dúvidas sobre o paradeiro do documento e as circunstâncias do crime, cujo corpo da vítima nunca foi localizado.

O homem que encontrou o passaporte, identificado como José, afirmou que prefere não levantar suspeitas sobre como o documento foi parar no imóvel. “Prefiro deixar para as autoridades investigarem para não ser injusto com ninguém. Quem entraria no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”, declarou. O consulado brasileiro informou que aguarda instruções de Brasília para definir os próximos passos.