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Justiça condena executor de facção por assassinato motivado por vingança no Piauí

Réu foi o autor dos disparos de arma de fogo que vitimaram Fernando por motivo torpe

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) obteve a condenação de Antônio Gleiciano Fernandes Dantas, apontado como um dos principais executores de uma facção criminosa com atuação no município de Pedro II. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara da Comarca de Pedro II, que acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público.

Na sessão plenária, a acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Romerson Maurício de Araújo, que demonstrou aos jurados a autoria e a materialidade do homicídio qualificado praticado contra Fernando de Sousa Ferreira. O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, que o réu foi o autor dos disparos de arma de fogo que vitimaram Fernando e também acolheu as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Conforme a denúncia, o crime ocorreu em 29 de abril de 2024. Após uma discussão ocorrida durante a madrugada, a vítima agrediu um integrante da facção criminosa Comando Vermelho. Horas depois, movidos por vingança, Antônio Gleiciano Fernandes Dantas e outro integrante da organização criminosa foram até a residência da vítima, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo, atingindo regiões vitais do corpo e causando sua morte.

Com a condenação, o juiz fixou a pena em 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A sentença também determinou a execução imediata da pena, mantendo a prisão do condenado, em razão da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri e da gravidade concreta do delito.

Para o promotor de Justiça Romerson Maurício de Araújo, a decisão representa uma resposta firme do sistema de Justiça ao crime organizado e reforça o compromisso do Ministério Público com a responsabilização de autores de crimes violentos. “A condenação reafirma a importância da atuação integrada das instituições de segurança pública e do Ministério Público no enfrentamento às organizações criminosas. Trata-se de uma resposta efetiva à sociedade, especialmente diante da elevada gravidade do crime praticado”, destacou o promotor.

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